Até quando vamos continuar a acusar os outros de serem frívolos e superficiais? Será que sabemos realmente o que é a futilidade?
Hoje, ser fútil é a regra.A futilidade está aí, em cada vitrine, em cada lar cuidadosamente decorado, em cada objeto que se compra por mero esnobismo. E esnobe não aquele que ostenta para ofender os outros ou lhes causar inveja, mas sim o que coloca o estilo de vida acima de tudo e passa a viver em nome de rituais vazios de sentido em torno de mercadorias, estética ou pequenos prazeres que funcionam como o que há de mais especial.
Por isso, é necessário, mais do que nunca, entender a futilidade, pois ser futil tornou-se fácil, uma oferta sempre disponível e, para muitos, um mandamento de como deve funcionar a vida. A futilidade tornou-se uma armadilha que produz apego ao que nem sempre vale a pena. Ela captura a consciência, que se deixa se iludir pelas aparências. E isso acontece sem que as pessoas estejam conscientes do processo.
O esforço por isolar a futilidade como se fosse uma característica do outro, um conceito que não aplica a mim, pode ser ainda mais tentador. Digo que o outro é fútil para parecer que eu não sou. Posso, afinal, pensar nas coisas e acreditar que elas não têm nada a ver comigo só porque estou pensando nelas? A situação é a mesma do corrupto que analisa a corrupção, do ladrão que tece conjecturas sobre o roubo. Para não faltar com a ética, antes de fazer críticas, devo considerar que, em determinadas circunstâncias, eu mesmo posso ser fútil.
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E aí blogueiro! O Blog agora vai para frente? Espero que sim! rsrsrs
ResponderExcluirAbraços
Claro, agora vai com tudo.....
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